terça-feira, 30 de junho de 2015

INDONÉSIA: QUEDA DE AVIÃO MILITAR FAZ DEZENAS DE MORTOS

Um acidente aéreo na Indonésia fez mais de uma centena de mortos. Um Hércules C-130, um avião militar de transporte tático, com 113 pessoas a bordo, despenhou-se numa zona urbana, um par de minutos após a descolagem. A catástrofe ocorreu na cidade de Medan, na ilha de Samatra, pouco depois do meio-dia, hora local. O balanço da tragédia deverá aumentar à medida que os escombros forem sendo revolvidos em busca de sobreviventes. O aparelho despenhou-se sobre uma área residencial construída recentemente. Em 2005 um avião de uma companhia local despenhou-se igualmente em Medan, numa zona densamente habitada, logo após a descolagem. O acidente fez centena e meia de mortos.

Fonte: Euronews 30 de Junho 2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

BARCO COM 458 PESSOAS NAUFRAGA NA CHINA

Um navio com 458 pessoas a bordo naufragou hoje no rio Yangtze na China, segundo a agência noticiosa Xinhua, desconhecendo-se ainda o número de vítimas. Segundo a administração de navegação do rio Yangtze, na província de Hubei, o navio Dongfangzhixing (Estrela do Oriente) naufragou cerca das 21:28 locais. O comandante e o engenheiro-chefe, que foram resgatados juntamente com outras seis pessoas, afirmaram que o barco afundou rapidamente depois de ter sido atingido por um ciclone. O navio fazia a ligação entre Nanjinh, capital da província de Jiangsu, leste da China, e a cidade de Chongqing, no sudoeste. A bordo seguiam 405 passageiros, cinco trabalhadores de agências de viagens e 47 tripulantes, segundo a administração do porto. O trabalho de resgate está a ser dificultado pelo vento e forte chuva.

Fonte: 02 de Junho de 2015


segunda-feira, 4 de maio de 2015

CABO VERDE | MOSTEIROS: SUSPEITO DE ATEAR FOGO APRESENTADO NO TRIBUNAL

04 Maio 2015






João Lopes Carvalho, 26 anos, o suspeito de atear fogo que deflagrou as zonas altas dos Mosteiros, vai ser presente esta tarde (segunda-feira) no Tribunal da Comarca dos Mosteiros para ser ouvido em primeiro interrogatório. O incêndio já está sob controle, entretanto, sob grande vigilância das autoridades.
O incêndio deflagrou no início da tarde do último sábado, quando um agricultor, João Carvalho preparava o café, tendo as chamas propagadas rapidamente e saindo do controlo deste.
Em declarações ao asemanaonline, o delegado Ministério do Desenvolvimento Rural, Elisângelo Moniz garante que “o incêndio está sob controle e sob vigilância das autoridades”. Espera-se que com a intervenção dos militares e voluntários o incêndio possa ser extinto nas próximas horas.
Quanto a avaliação técnic para apurar os prejuízos provocados pelo incêndio nas zonas altas dos Mosteiros e no perímetro florestal de Monte Velha inicia-se assim que o incêndio for declarado extinto. Moniz adianta que por ser incêndio foi de nível um (rastejante), consumiu grande quantidades de pastos e plantas endémicas. Já as plantas de grande portes não foram profundamente afectadas.
Sabe-se, no entretanto, que um agricultor de Chã das Caldeiras perdeu duas cabeças de gado bovino. O incêndio, para além de atingir o perímetro florestal de Monte Velha, também, afectou parte das plantações de café, fruteiras (laranjeira, limoeiro).
Mas há suspeitas de fogo posto. De referir que o ultimo incêndio ocorreu no final de Maio do ano passado. Um mês antes, em Abril, tinha-se registado um outro de maior proporção, quase na mesma área, que consumiu uma área superior a 80 hectares do perímetro florestal de Monte Venha, coberta por espécies endémicas como tortolho, lantisco e losna, erva-cidreira, cravo bravo e outros, assim como uma grande quantidade de pasto e alguns campos de cultivo de feijão-congo.
Em 2004, um outro incêndio consumiu uma área de mais de 300 hectares, quase metade dos 850 hectares do perímetro florestal de Monte Velha, e as áreas destruídas vêm sendo reflorestadas com novas plantas desde 2005. No mês de Março último, o Programa das Pequenas Subvenções do Fundo Global para o Ambiente disponibilizou 30 mil dólares, cerca de três mil contos, para financiar um projecto que deve prevenir os incêndios no perímetro florestal de Monte Velha.

Fonte: asemana.sapo.cv 



CABO VERDE | INCÊNDIO AMEAÇA PERÍMETRO FLORESTAL NA ILHA DO FOGO

12:21 - 03-05-2015
Um incêndio de «grandes proporções», está a ameaçar o perímetro florestal de Monte Velha na ilha do Fogo. O incêndio deflagrou na tarde deste sábado na zona alta do município dos Mosteiros, nas proximidades de Feijoal. 

O coordenador do Parque Natural do Fogo, Alexandre Rodrigues, disse que o incêndio tem uma frente ampla, sendo as chamas visíveis a longa distância.


Uma equipa do Parque Natural do Fogo está no local, mas o coordenador afirma que o combate é extremamente difícil, por causa de inexistência de acessos para a parte alta dos Mosteiros, tanto mais que a estrada para Monte Velha foi cortada pelas lavas da última erupção vulcânica e os moradores de Chã das Caldeiras ainda não conseguiram reconstruir todo troço, de modo a permitir a circulação de viaturas entre Chã e Monte Velha.

                                                                                                                Daniel Almeida, Cabo Verde
                                                                                                                Fonte: A Bola África

segunda-feira, 27 de abril de 2015

TERREMOTO NO NEPAL SEGUIU PADRÃO HISTÓRICO

O devastador terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o Nepal no último sábado (25) já deixou milhares de vítimas, feridos e desabrigados. Mas esta tragédia não é totalmente inesperada.
Cientistas haviam identificado há um mês a possibilidade de um grande abalado sísmico ocorrer no exato epicentro deste último tremor, após um estudo revelar um padrão histórico de terremotos nesta região.
Laurent Bollinger, da agência de pesquisa CEA na França, e seus colegas realizaram um pesquisa de campo no Nepal e identificaram ser comum que um grande terremoto gere outro, vários anos mais tarde, em uma mesma região.
Assim, um tremor ocorrido no Nepal em 1934, que matou 8,5 mil pessoas, teria gerado uma grande pressão no subsolo, que foi sendo transferida ao longo de uma falha geológica e liberada 81 anos depois, no último sábado.
O mesmo "efeito dominó" teria ocorrido há 700 anos, segundo os cientistas.
Em sua pesquisa, Bollinger e sua equipe foram até a selva no centro-sul do Nepal para investigar a principal falha geológica do país, que corta seu território de leste a oeste e tem uma extensão de 1 mil quilômetros.
No local onde a falha chega à superfície, eles desenterraram fragmentos de carvão vegetal para verificar quando ela havia se movido pela última vez.
Textos antigos mencionam diversos terremotos, mas localizar no solo do Nepal onde eles ocorreram é extremamente difícil, porque intensas chuvas, deslizamentos de terra e a densa folhagem cobrem a superfície da terra, fazendo com que seja difícil identificar as rupturas causadas por um tremor.
Mas, a partir da análise do carvão, o grupo liderado por Bollinger encontrou evidências de que a falha investigada não havia se movido por um longo tempo.
"Mostramos que esta falha não havia sido a culpada pelos grandes terremotos de 1505 e 1833, e que a última vez que ela havia se movido havia sido em 1344", afirma Bollinger, que apresentou o estudo para a Sociedade Geológica do Nepal há duas semanas.
Antes, a equipe havia trabalhado em outro segmento próximo da falha, que fica ao leste de Kathmandu, e mostrado que ele havia passado por fortes terremotos em 1255 e, depois, em 1934.
Quando os cientistas viram este padrão de eventos, eles ficaram preocupados, porque, quando acontece um grande terremoto, o movimento de terra gerado por ele gera uma transferência de pressão ao longo da falha - e parece ter sido isso que ocorreu após o tremor de 1255.
Depois de 89 anos, em 1344, a pressão acumulada no segmento leste da falha foi liberada, gerando um novo forte abalo.
Agora, a história se repete, com a pressão gerada em 1934 sendo transferida rumo ao leste da falha e liberada 81 anos depois.
O mais preocupante é que os pesquisadores acreditam que novos tremores podem estar por vir.
"Cálculos sugerem que a magnitude 7,8 do terremoto de sábado não foi forte o suficiente para gerar um ruptura até a superfície, então, é possível que mais pressão ainda esteja acumulada", afirma Bollinger.

"Por isso, podemos esperar um novo grande terremoto ao leste e ao sul nas próximas décadas."

Fonte: G1, 26 de Abril 2015