sexta-feira, 24 de abril de 2015

VULCÃO CALBUCO SEGUE EM ERUPÇÃO NO CHILE; VOOS SÃO CANCELADOS

O vulcão Calbuco, que entrou em erupção nesta quarta-feira (22) no Chile e expeliu uma potente coluna de cinzas de vários quilômetros de altura, o que não acontecia há quase 50 anos, continuava em atividade nesta quinta-feira (23), causando o cancelamento de voos de cidades próximas tanto no Chile quanto na Argentina.
O vulcão está localizado na turística região dos Lagos, 900 quilômetros ao sul de Santiago, e sua atividade ocorre no mesmo momento em que outro vulcão no país, o Villarica, também está em fase de erupção.
O governo chileno decretou estado de exceção em cidades próximas, o que significa que as Forças Armadas assumiram o controle nestas localidades, disse o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo.
Quase meia hora depois do início da atividade, uma coluna de 10 quilômetros de altura havia se transformado num verdadeiro cogumelo gigante em direção ao leste. O Calbuco teve sua última grande erupção em 1961.



Até esta quinta, mais de 4 mil pessoas foram evacuadas das áreas próximas ao vulcão, e as autoridades focam seus esforços na cidade de Ensenada, que fica a 15 km de distância. Um montanhista que estava perto do topo quando ocorreu a erupção está desaparecido.
Voos foram cancelados nas cidades de Puerto Montt, no Chile, e em Bariloche, na Argentina, visto que as cinzas podem danificar as aeronaves. As aulas nas escolas locais foram suspensas.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, irá nesta quinta-feira junto com vários ministros para a região de Los Lagos (sul), onde ocorreu a erupção.

Turistas
A área recebe muitos turistas de todo o mundo graças seus lagos, rios e abundante vegetação, cercada por vulcões.
"As pessoas tinham mais expectativa que temor e se aproximaram das margens do lago Llanquihue, onde fizeram fotografias", disse à AFP Álvaro Ascencio, que mora na região.
"Eu vim como turista ao Chile para passa três meses, mas não esperava isto. A erupção foi incrível. Minhas férias estão pagas com o espetáculo do Calbuco", disse Cody Fritz, um turista americano de 30 anos.

Em Puerto Varas, o comércio e as outras atividades estavam relativamente normais nesta quinta-feira, mas com todos de olho no vulcão, que fica a 40 km de distancia.

Fonte: G1, 23 de Abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ESTA MADRUGADA UM INCÊNDIO DESTRUIU UM DOS ÍCONES MAIS IMPORTANTES DE BENGUELA

Esta madrugada um incêndio de enormes proporções destruiu completamente o edifício do antigo cabo submarino, depois escola alemã e mais recentemente, depois de reabilitado, sede da Direcção Provincial da Cultura de Benguela.

Edifício da ex-Companhia do Cabo Submarino – este edifício de ferro e madeira chegou desmontado a Benguela, vindo da Inglaterra. No princípio do século XIX constituía a via privilegiada das telecomunicações, unindo Londres a Cape Twon. Foi em 1889 que lançaram os cabos telegráficos pela costa ocidental africana. A West African Telegraph Company, na  cidade do Cabo, ficou ligada ao Namibe, a Benguela e a Luanda. Quatro anos depois o cabo dava literalmente a volta ao mundo, revolucionando as comunicações. Mais tarde funcionou a Escola Alemã. É um Monumento Histórico Nacional, classificado.
Com mais de 100 anos de existência, esta obra de  rara beleza, ex-libris da terra das acácias rubras, deixou de existir. Por negligência, incúria.....?
Quando o incêndio de enorme dimensão deflagrou somente 1 carro de bombeiros se deslocou para o local e os meios disponibilizados para o seu combate foram manifestamente insuficientes. Porquê...?


terça-feira, 24 de março de 2015

FRANÇA | ENCONTRADOS DESTROÇOS DO AVIÃO AIRBUS A320 NOS ALPES FRANCESES

Destroços do avião Airbus A320 que se despenhou hoje nos Alpes franceses com 148 pessoas a bordo foram encontrados perto de Barcelonnette, informou o Ministério do Interior.

A bordo do aparelho, que fazia a ligação entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha), seguiam 142 passageiros e seis tripulantes, segundo a Direção Geral de Aviação Civil.
O presidente francês, François Hollande, citado pela France Presse, anunciou que "as condições do acidente fazem pensar que não há nenhum sobrevivente".
O avião, da companhia German Wings, uma filial da Lufthansa, despenhou-se perto de Digne-les-Bains, nos Alpes franceses.
O jornal Le Figaro noticiou que o aparelho, que partiu de Barcelona às 10:00 (08:00 na Praia), desapareceu dos radares cerca das 11:20 (09:20 na Praia), quando sobrevoava a região de Barcelonnette, no sul de França.
O primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou à televisão BMFTV que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se vai deslocar de imediato ao local.
Lusa

segunda-feira, 23 de março de 2015

MÉDICOS SEM FRONTEIRAS CRITICAM RESPOSTA INTERNACIONAL NO COMBATE AO ÉBOLA

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticaram hoje a lenta resposta da comunidade internacional no combate ao Ébola, num relatório que descreve os “horrores indescritíveis” que a agência humanitária presenciou durante o trabalho contra a doença.
Um ano depois do início da epidemia de Ébola, mais de 10.000 pessoas morreram e cerca de 25.000 foram infectadas pelo vírus, que foi identificado pela primeira vez na zona ocidental de África, principalmente na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa.
Para os MSF, “meses e vidas perderam-se” porque a Organização Mundial de Saúde (OMS), que “é responsável por liderar emergências de saúde globais e que detém o conhecimento para controlar o surto”, falhou em responder de forma rápida e adequada.
O relatório acusa a Rede Global de Alerta e Resposta da OMS (GOARN, na sigla em inglês) de ignorar os pedidos de ajuda desesperados dos técnicos em Junho.
“Lembro-me de enfatizar que tínhamos a hipótese de parar a epidemia na Libéria se a ajuda fosse enviada naquela altura”, afirmou Marie-Christine Ferir, coordenadora de emergência dos MSF.
“Foi no início do surto e ainda havia tempo. O pedido de ajuda foi ouvido mas não foram tomadas medidas”, lembrou.
A OMS não definiu um centro regional para coordenação da resposta médica até Julho, altura em que já tinha surgido uma segunda onda da epidemia.
“Todos os elementos que levaram ao reaparecimento do surto em Junho também estavam presentes em Março, mas a análise, o reconhecimento e a vontade de assumir responsabilidades para responder de forma robusta não estavam lá”, refere o relatório.
Por outro lado, os MSF recordam que dispunham de apenas 40 pessoas com experiência com Ébola quando o surto começou: “Não conseguíamos estar em todo o lado ao mesmo tempo, nem devia ser o nosso papel assumir uma resposta sozinhos”, afirmou Brice de le Vingne, director de operações da MSF.
Foi apenas quando um médico norte-americano e uma enfermeira espanhola foram diagnosticadas com ébola que o mundo acordou para a ameaça do vírus, considera a agência humanitária no relatório hoje divulgado.
Contactada pela agência noticiosa France Press (AFP), a OMS não quis comentar o relatório.
Os MSF também culpam os governos da Guiné e da Serra Leoa por recusarem admitir a escala da epidemia, afirmando que colocaram “obstáculos desnecessários” no caminho das equipas dos MSF.


Fonte: Sapo notícias, 23 de Março de 2015