segunda-feira, 23 de março de 2015

MÉDICOS SEM FRONTEIRAS CRITICAM RESPOSTA INTERNACIONAL NO COMBATE AO ÉBOLA

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) criticaram hoje a lenta resposta da comunidade internacional no combate ao Ébola, num relatório que descreve os “horrores indescritíveis” que a agência humanitária presenciou durante o trabalho contra a doença.
Um ano depois do início da epidemia de Ébola, mais de 10.000 pessoas morreram e cerca de 25.000 foram infectadas pelo vírus, que foi identificado pela primeira vez na zona ocidental de África, principalmente na Guiné, na Libéria e na Serra Leoa.
Para os MSF, “meses e vidas perderam-se” porque a Organização Mundial de Saúde (OMS), que “é responsável por liderar emergências de saúde globais e que detém o conhecimento para controlar o surto”, falhou em responder de forma rápida e adequada.
O relatório acusa a Rede Global de Alerta e Resposta da OMS (GOARN, na sigla em inglês) de ignorar os pedidos de ajuda desesperados dos técnicos em Junho.
“Lembro-me de enfatizar que tínhamos a hipótese de parar a epidemia na Libéria se a ajuda fosse enviada naquela altura”, afirmou Marie-Christine Ferir, coordenadora de emergência dos MSF.
“Foi no início do surto e ainda havia tempo. O pedido de ajuda foi ouvido mas não foram tomadas medidas”, lembrou.
A OMS não definiu um centro regional para coordenação da resposta médica até Julho, altura em que já tinha surgido uma segunda onda da epidemia.
“Todos os elementos que levaram ao reaparecimento do surto em Junho também estavam presentes em Março, mas a análise, o reconhecimento e a vontade de assumir responsabilidades para responder de forma robusta não estavam lá”, refere o relatório.
Por outro lado, os MSF recordam que dispunham de apenas 40 pessoas com experiência com Ébola quando o surto começou: “Não conseguíamos estar em todo o lado ao mesmo tempo, nem devia ser o nosso papel assumir uma resposta sozinhos”, afirmou Brice de le Vingne, director de operações da MSF.
Foi apenas quando um médico norte-americano e uma enfermeira espanhola foram diagnosticadas com ébola que o mundo acordou para a ameaça do vírus, considera a agência humanitária no relatório hoje divulgado.
Contactada pela agência noticiosa France Press (AFP), a OMS não quis comentar o relatório.
Os MSF também culpam os governos da Guiné e da Serra Leoa por recusarem admitir a escala da epidemia, afirmando que colocaram “obstáculos desnecessários” no caminho das equipas dos MSF.


Fonte: Sapo notícias, 23 de Março de 2015 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ACIDENTE COM TRIO ELÉCTRICO DEIXA MORTOS NO CARNAVAL NO HAITI

Pelo menos 16 pessoas morreram após alta descarga eléctrica. Outras 78 ficaram feridas. Acidente foi em Porto Príncipe. O governo haitiano informou que ao menos 16 pessoas morreram por causa de uma alta descarga eléctrica nesta terça-feira(17). As informações são da AFP.
Outras 78 pessoas ficaram feridas no acidente ocorrido em Porto Príncipe, segundo um comunicado do ministro das Comunicações, Rotchild François.
O carro transportava um popular grupo de rap haitiano chamado Barricad Crew, informou a Rádio Metrópole do Haiti.
O trio eléctrico atingiu um cabo de alta tensão durante o desfile acompanhado por milhares de pessoas.
O cantor astro do grupo, conhecido como "Fatom", foi atingido directamente pelo choque e se encontra em estado crítico, segundo o site o Haiti Press Network.       
                                    
FonteG1 mundo, 17 de Fevereiro de 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

QUEDA DE AVIÃO EM RIO TAIWAN DEIXA 16 MORTOS E 27 DESAPARECIDOS

Pelo menos 16 pessoas morreram nesta quarta-feira em Taiwan e 27 continuam desaparecidas depois que um avião da TransAsia Airways chocou contra uma ponte e caiu mum rio, no segundo acidente sofrido pela companhia em sete meses.
Quinze das 58 pessoas que estavam a bordo do avião foram resgatadas e acredita-se que os 27 desaparecidos estejam presos no interior da aeronave, segundo os serviços de resgate. Muitos dos passageiros eram turistas chineses.
Um vídeo feito por um cinegrafista amador registou o espectacular acidente do ATR 72-600 de turbina, que cobria um voo interno e voava em baixa altitude quando chocou contra a ponte e caiu no rio.
Cerca de cem soldados, dezenas de socorristas, oito botes salva-vidas, 15 ambulâncias e uma grua foram mobilizados para tentar salvar os passageiros.
"Tentamos levantar a parte dianteira da aeronave onde acreditamos que a maioria dos passageiros está", disse à AFP Lin Kuan-cheng, chefe das operações de socorro.
Imagens da televisão mostravam os socorristas agarrados à fuselagem do avião retirando os passageiros com a ajuda de cordas.
Os resgatados, entre eles duas crianças, foram colocados num bote e transferidos à margem do rio, onde foram colocados em macas e transportados para ambulâncias.
O acidente ocorreu às 11h00 locais, minutos após o avião decolar do aeroporto de Songshan, em Taipei, com destino à ilha de Kinmen.
Por enquanto, são desconhecidas as causas do acidente com a aeronave, cujas caixas-pretas foram encontradas pelos serviços de resgate.
Segundo a imprensa chinesa, 31 dos passageiros do avião eram provenientes do continente, da cidade de Xiamen, situada na província de Fujian, do outro lado do estreito de Taiwan.
"Tentamos nos comunicar com os passageiros, mas os telefones não respondem", disse um operador turístico que havia organizado a viagem de 15 pessoas, entre elas três menores de 10 anos.
O avião ATR 72-600 tinha menos de um ano de serviço e havia sido revisado há uma semana, declarou o director da Administração Aeronáutica de Taiwan, Lin Chih-ming.
O piloto tinha 14.000 horas de voo e o copiloto 4.000 horas, acrescentou Lin.
"Queremos transmitir nossas desculpas às famílias das vítimas", disse o director-executivo da TransAsia, Peter Chen, numa conferência de imprensa televisionada.
No dia 23 de Julho passado uma aeronave da TransAsia caiu com 54 passageiros e quatro membros da tripulação a bordo em uma ilha do arquipélago turístico de Penghu, em frente à costa ocidental de Taiwan. Apenas dez pessoas sobreviveram.
Há vários meses, o transporte aéreo civil asiático regista uma série negra de catástrofes.
No dia 8 de Março de 2014, um Boeing 777 da companhia malaia Malaysia Airlines desapareceu depois de ter decolado de Kuala Lumpur rumo a Pequim com 239 pessoas a bordo.
Até hoje não foi encontrado nenhum destroço do avião que, segundo os especialistas, caiu no sul do oceano Índico.
No dia 17 de Julho de 2014, outro Boeing 777 da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, foi derrubado por um míssil no leste da Ucrânia, onde um conflito armado opõe o exército ucraniano e os rebeldes pró-russos.

E no dia 28 de dezembro uma aeronave da companhia de baixo custo AirAsia caiu no mar de Java, em frente à Indonésia, provocando a morte de 162 pessoas.


Fonte: Sapo noticias, 04 de Fevereiro 2015