25.12.2014 - 16:21
Um balanço provisório da polícia angolana do início da
quadra festiva em Angola, aponta para um total de 13 mortos e 82 feridos, em
consequência de 75 acidentes de viação, ainda a maior preocupação das
autoridades policiais.
Pelo menos 129 pessoas morreram num
naufrágio na última quinta-feira no lago Tanganyika, sudeste da República
Democrática do Congo - segundo balanço oficial divulgado neste domingo.
O Governo está agradecido pela disponibilidade e rápida resposta de
Portugal às solicitações, exemplificando com a chegada esta semana, de um avião
da Força Aérea lusa com duas ambulâncias para reforçar a frota da Protecção
Civil no Fogo. Em comunicado, manifesta ainda apreço e reconhecimento pela
colaboração dada pela tripulação da Fragata Alvares Cabral, cuja missão
revelou-se importante para ajudar a aliviar o sofrimento da população da ilha
do Fogo. Os mantimentos e produtos alimentícios,
materiais e equipamentos de protecção como máscaras e óculos, casas de banho
móveis, camas e cobertores, foram e continuarão a ser de extrema importância
para suprir as necessidades básicas e imediatas dos deslocados. O helicóptero
permitiu sobrevoar as proximidades do vulcão e fazer um reconhecimento da
encosta, com o intuito de identificar possíveis saídas marítimas emergenciais”,
lê-se na nota emitida pelo gabinete do PM.
O Governo angolano vai enviar ainda esta semana dois aviões com gêneros alimentícios e materiais de construção civil, num acto de solidariedade às gentes de Chã das Caldeiras, Fogo. Mas o barco que vai trazer o grosso dos produtos deverá chegar nos próximos dias. Esta é a resposta ao pedido do Governo de Cabo Verde enviado aquele país na semana passada.
A lava do vulcão que desde o dia 23 de Novembro
assola a ilha do Fogo está a deixar a sua passagem um rasto de destruição .
Portela e Bangaeira já foram destruídas pelas lavas que ora abrandam ,ora
aceleram . O site
da Actualidad Volcánica de Canarias (AVCAN)
escreve que ambas as localidades, estão a cerca de 2.000 metros de
altitude. Bangaeira encontra-se num vale pendente no nordeste de
Chã das Caldeiras, uma grande meseta que serve de base a vários cones
vulcânicos, o que permitiu que a lava um aumentasse de velocidade pois
não encontrou obstáculos.
A lava do vulcão de Chã das Caldeiras
abrandou o ritmo durante a madrugada de hoje, movendo-se a menos de um metro
por hora, disse à agência Lusa uma responsável do Observatório Vulcanológico de
Cabo Verde (OVCV.
A torrente de lava, que esteve praticamente estacionária, há cerca de 24 horas, aumentou significativamente de intensidade na madrugada desta terça-feira, consumindo grande parte do povoado de Portela, em Chã das Caldeiras. A lava, que já consumiu a escola secundária, o hotel Pedra Bravo e várias habitações desta terça-feira, avança a uma velocidade de dois metros em cada 12 minutos. O vulcão do Fogo entrou em erupção no dia 23 de Novembro e, antes dos estragos desta terça-feira, a lava já tinha destruído cerca de duas dezenas de casas, 14 cisternas, 15 currais e casa de apoio à agricultura. Também destruiu uma vasta área de terrenos agrícolas, a sede administrativa e o museu do Parque Natural do Fogo, mas não provocou quaisquer vítimas.
A povoação de Portela, em Chã das Caldeiras, poderá ser engolida nas próximas horas pelas lavas que, segundo o presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Arlindo Lima, registam neste momento um aumento de intensidade.
A lava que está a ser expelida pelo vulcão da ilha do Fogo já destruiu 15 habitações, 14 cisternas, 15 currais e duas casas de apoio aos agricultores de Portela, a principal povoação de Chã das Caldeiras. A confirmação
foi dada à agência Lusa por Hélio Semedo, geólogo do Instituto Nacional de
Proteção Civil e Bombeiros (INPCB), indicando que o perímetro agrícola também
está a ser devorado pela lava. O responsável informou que, por volta das 18:00, a velocidade da
lava diminuiu - estava a três metros por hora -, mas considerou que se o vulcão
continuar com a mesma atividade, dentro de quatro dias os detritos poderão
chegar à escola da Portela, espaço onde está montado todo o contingente de
segurança da Proteção Civil, Cruz Vermelha e polícia. Ao início da tarde, o primeiro-ministro, José Maria Neves, visitou
Chã das Caldeiras para se inteirar de perto da situação e a comitiva fez os
dois últimos quilómetros a pé porque a estrada, que tinha sido aberta duas
horas antes, foi "engolida" pelas lavas. Hélio Semedo confirmou que, por volta das 18:00, a via estava
praticamente reconstruída e os residentes tinham começado a retirar os seus
pertences da área de Chã das Caldeiras para locais mais seguros. Em declarações à Lusa, José Maria Neves, sem precisar locais,
avançou a probabilidade de se vir a construir outra aldeia, caso Chã das
Caldeiras fique inabitada com a erupção vulcânica. A lava aproxima-se também da Cooperativa de Viticultores de Chã
das Caldeiras, e em risco estão mais de 200 mil litros de vinho da colheita
deste ano, mais algumas centenas de litros de 2013. O vulcão do Fogo entrou em erupção domingo, depois da última que
ocorreu em 1995 e da registada em 1951. Até agora não há registo de vítimas humanas.
Após a chegada das lavas à sede do parque é considerada pelas autoridades como perdida. Teme-se, agora pelas adegas onde estão depositados cerca de 100 mil litros de vinho. Os danos derivados da erupção do vulcão do Fogo já são considerados colossais, estando a sede do Parque Natural considerada como perdida pelas autoridades. Luís Pires, Presidente dos Municípios do Fogo, assegura que os danos materiais são enormes e garante que o parque e os bens de sobrevivência da população sofreram estragos. Porém, as autoridades locais e nacionais estão a fazer o levantamento dos danos para solicitarem ajuda internacional.
Um navio holandês com ajuda europeia está
a caminho dos três países mais afectados pelo vírus Ébola na África ocidental e
fez escala no domingo em Dakar. De acordo com o canal de televisão
senegalês RTS, o navio transporta 160 veículos, 80 contentores e 1.200
toneladas de equipamentos médicos para a Libéria, Serra Leoa e Guiné. "É um navio holandês, mas é uma
missão europeia, porque a bordo há material humanitário de nove países
europeus", afirmou o embaixador da Holanda, Pieter Jan Kleiweg de Zwaan. Entre os países que participam na ajuda
humanitária estão Holanda, Reino Unido, Hungria e República Checa. A tripulação do "Karel Doorman"
espera chegar à Serra Leoa na terça-feira, à Guiné na sexta-feira e encerrar a
missão na Libéria dentro de oito a 10 dias.
O Mali, o último país afectado pela epidemia de Ébola no oeste da
África, registou um novo caso da doença - sem vínculos com o anterior - ligado
a um paciente vindo da Guiné, anunciaram esta terça-feira fontes médicas
coincidentes. A vítima é um paciente "que esteve em contacto com um cidadão
guineense que morreu de Ébola", disse à AFP um responsável do Hospital
Pasteur em Bamako. "Há quinze dias, recebemos um cidadão procedente da Guiné.
Sofria, entre outras coisas, de insuficiência renal", informou um
funcionário da clínica, acrescentando que o paciente "faleceu e seu corpo
foi repatriado". "Alguns dias após o incidente, outro paciente da clínica, que
estava em contacto permanente com o guineense falecido, começou a ter vómitos e
diarreia. Ele morreu às 18H00" (hora local), revelou a fonte. Segundo a mesma fonte, vários pacientes que estavam no hospital
abandonaram a instituição, enquanto outros foram colocados em observação. O paciente guineense falecido era um imã de Kourémalé, uma
localidade da fronteira, disse um polícia à AFP. Na segunda-feira, o Mali suspendeu a quarentena sobre 25 das 108
pessoas que mantiveram contacto com o caso precedente de Ébola no país, uma
menina guineense de dois anos falecida no dia 24 de Outubro, em Kayes. Os
restantes deveriam sair da quarentena durante a semana.