segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ESPANHA | ÉBOLA: PACIENTE ESPANHOLA EM "FASE DE RECUPERAÇÃO"

A primeira paciente infectada com Ébola em solo europeu poderá ter entrado em fase de recuperação.
O hospital de Madrid, onde se encontra internada Teresa Romero, afirmou que a auxiliar de enfermagem foi submetida a um novo teste ao vírus com resultado negativo, este domingo.
Um novo exame nas próximas 24 horas deverá permitir confirmar o primeiro resultado, quando os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia se reúnem esta segunda-feira, no Luxemburgo, para discutir uma acção coordenada a nível europeu.
Segundo algumas fontes, os responsáveis europeus pretendem articular a ajuda internacional através de três países centrais: Estados Unidos para a situação na Libéria, Reino Unido para a situação na Serra Leoa e França para a situação na Guiné-Conacri.
Para o responsável da diplomacia alemã, Frank Walter Steinmeier, é necessário, antes de mais, enviar uma única missão europeia para as zonas mais afectadas:
“A magnitude desta crise exige uma resposta coordenada que recorra a todos os instrumentos da nossa política externa comum. Devemos considerar mobilizar uma missão civil da UE que permitiria a países que não têm equipas no terreno de poderem dispor de uma plataforma para enviar pessoal médico”, afirmou Steinmeier durante uma reunião da OMS (Organização Mundial de Saúde) em Berlim.
Depois do Reino Unido e da França, a Bélgica já anunciou que vai reforçar os seus controlos sanitários nos aeroportos a partir desta segunda-feira.
Os Estados Unidos preparam-se para anunciar igualmente esta segunda-feira um novo protocolo de urgência que deverá incluir a necessidade de reforçar a protecção da pele e do cabelo do pessoal médico exposto a doentes com Ébola.

Fonte: Euronews, 20 de Outubro 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

JAPÃO | PELO MENOS 47 MORTOS E 16 DESAPARECIDOS DEVIDO A VULCÃO EM ERUPÇÃO

As autoridades japonesas informaram hoje que 16 pessoas continuam desaparecidas junto ao cume do monte Ontake, cujo vulcão entrou em erupção no passado sábado, numa altura em que o número de vítimas mortais ascende a 47. As autoridades de Nagano, onde se localiza o monte Ontake, confirmaram as informações anteriormente divulgadas pelos ‘media’. O monte Ontake, o segundo mais alto vulcão do Japão a seguir ao do Monte Fuji, com 3.067 metros, situado no centro do país, começou a expelir fumo, rochas incandescentes e cinzas na madrugada de sábado, de acordo com a Agência Meteorológica.

Fonte: Sapo CV, 3 Outubro 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

JAPÁO | AUTORIDADES VIGILANTES EM RELAÇÃO A EVENTUAIS ERUPÇÕES NOUTROS VILCÕES

Depois da erupção vulcânica no monte Ontake, as autoridades japonesas estão a tomar medidas de precaução para o caso de haver outras erupções, no Monte Fuji, por exemplo. Ainda que não tenha sido lançado nenhum alerta.
Equipas de resgate, também militares, começaram o transporte aéreo de mais de duas dezenas de corpos, esta segunda-feira de manhã. Há ainda desaparecidos. As buscas estão a ser feitas a “conta-gotas”, devido à alta concentração de dióxido de enxofre no ar.
Acredita-se que mais de 30 pessoas terão morrido, em resultado deste fenómeno natural, de todo inesperado, que ocorreu no sábado: “Não previmos esta erupção já que, situação idêntica, no Monte Ontake, não aconteceu muitas vezes e não tínhamos dados científicos suficientes”, explica Toshitsugu Fujii, da Agência de Meteorologia japonesa. Aquando da entrada em erupção, este vulcão estava dado, em termos de risco, como nível 1, o mais baixo da escala. O Monte Ontake, um destino de eleição para quem gosta de fazer escalada, fica localizado na principal ilha japonesa de Honshu. Desde 1979 que não ocorria uma erupção semelhante aqui, na altura não houve vítimas. A actividade sísmica no país é muito elevada, Ontake é apenas um dos 110 vulcões activos, incluindo o famoso Monte Fuji.
Fonte: Euronews, 29 de Setembro 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

PORTUGAL | CÂMARA DE LISBOA DIZ QUE NÃO FOI ALERTADA PARA TANTA CHUVA

Autarquia não estava à espera de tanta chuva em tão pouco tempo e queixa-se de não ter sido devidamente avisada sobre este cenário. Várias zonas da capital ficaram alagadas e os bombeiros responderam a mais de uma centena de ocorrências. Comerciantes dizem que a situação se agravou porque as sarjetas estavam todas entupidas e que já deviam ter sido limpas. O vereador da Protecção Civil da Câmara de Lisboa, Carlos Manuel Castro, e o director da Protecção Civil Municipal, Manuel Ribeiro, dizem que não receberam os avisos necessários por parte da Protecção Civil Nacional para prevenir as consequências das fortes chuvadas que ao início da tarde desta segunda-feira caíram na capital. Manuel Ribeiro diz que tiveram de "actuar no terreno", não "tendo sido possível prevenir" a situação porque os "alertas" não foram feitos a tempo e horas. O pico da preia-mar às 15h15 é outra das explicações invocadas pelos dois responsáveis pela Protecção Civil Municipal para a situação de caos que se viveu na Baixa, Avenida da Liberdade, Praça de Espanha e outras zonas da cidade. Vários comerciantes da Baixa dizem que a situação se agravou porque as sarjetas estavam todas entupidas e que já deviam ter sido limpas no final de um mês de Setembro em que se registou uma precipitação anormalmente elevada. No site da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o último aviso disponível tem data de 18 de Setembro e alerta para fortes condições de instabilidade climatérica em todo o território continental nas 24 horas seguintes. De então para cá não foi colocado mais nenhum comunicado nem feito qualquer alerta específico para esta segunda-feira na zona de Lisboa. Miguel Cruz, da ANPC, diz ao Expresso que o aviso de dia 18 "ainda continua disponível na medida em que as medidas de prevenção continuam atuais". Miguel Cruz disse ainda que o IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera "emitiu vários avisos" durante esta segunda-feira e que todos "os alertas emitidos, um de nível amarelo às 9h e outro de nível laranja às 15h19, foram remetidos para os serviços municipais de Protecção Civil de todo o país". O maior pico de chuva ocorreu depois das 13h30. Os Sapadores de Lisboa registaram "156 ocorrências, 121 das quais relativas a inundações que aconteceram na cidade de Lisboa a partir das 14h00".  No seu site, o IPMA tem um alerta laranja para Lisboa [e outros quatro distritos do Continente], que se estende até às 21h desta segunda-feira.

Fonte: Expresso, 22 Setembro 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DESASTRES NATURAIS GERARAM MAIS DESLOCADOS QUE AS GUERRAS

Os desastres naturais que ocorreram no ano passado deslocaram três vezes mais pessoas que conflitos armados, evidenciando uma necessidade urgente de ajudar as pessoas mais vulneráveis a lutar contra as alterações climáticas, de acordo com um estudo publicado esta quarta-feira.
O Conselho Norueguês para Refugiados publicou os dados antes da cimeira das Nações Unidas, na esperança de contribuir para um acordo global sobre alterações climáticas.
O estudo indica que 22 milhões de pessoas foram deslocadas em 2013 devido a desastres naturais, quase três vezes mais que o número de pessoas que teve de sair das suas casas devido a situações de violência.
O problema tem vindo a agravar-se, com o dobro dos deslocados globalmente que em 1970, apesar de o melhoramento dos serviços meteorológicos e operações de salvamento ter contribuído para a redução do número de mortos.
“É um sinal de despertar, acredito, para os líderes mundiais que se vão reunir aqui. Por pior que a situação seja hoje, vai tornar-se dramaticamente pior se não se investir mais no combate”, disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados.
“Temos de tornar as pessoas nas Filipinas ou no Chade ou no Haiti tão combativas como nós na Noruega ou nalgumas partes dos Estados Unidos”, disse à AFP.
Egeland é o antigo coordenador do programa de apoio a situações de emergência das Nações Unidas, tendo assumido um papel de relevo na angariação de apoio após o tsunami no Oceano Índico, em 2004.

Nessa altura, lembra, mais de 13 mil milhões de dólares foram doados, não apenas para reconstrução, mas para ajudar na prevenção de futuros desastres.
Fonte: Notícias do Norte (NN) 
http://noticiasdonorte.publ.cv/26466/desastres-naturais-geraram-mais-deslocados-que-guerras/