sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DESASTRES NATURAIS GERARAM MAIS DESLOCADOS QUE AS GUERRAS

Os desastres naturais que ocorreram no ano passado deslocaram três vezes mais pessoas que conflitos armados, evidenciando uma necessidade urgente de ajudar as pessoas mais vulneráveis a lutar contra as alterações climáticas, de acordo com um estudo publicado esta quarta-feira.
O Conselho Norueguês para Refugiados publicou os dados antes da cimeira das Nações Unidas, na esperança de contribuir para um acordo global sobre alterações climáticas.
O estudo indica que 22 milhões de pessoas foram deslocadas em 2013 devido a desastres naturais, quase três vezes mais que o número de pessoas que teve de sair das suas casas devido a situações de violência.
O problema tem vindo a agravar-se, com o dobro dos deslocados globalmente que em 1970, apesar de o melhoramento dos serviços meteorológicos e operações de salvamento ter contribuído para a redução do número de mortos.
“É um sinal de despertar, acredito, para os líderes mundiais que se vão reunir aqui. Por pior que a situação seja hoje, vai tornar-se dramaticamente pior se não se investir mais no combate”, disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados.
“Temos de tornar as pessoas nas Filipinas ou no Chade ou no Haiti tão combativas como nós na Noruega ou nalgumas partes dos Estados Unidos”, disse à AFP.
Egeland é o antigo coordenador do programa de apoio a situações de emergência das Nações Unidas, tendo assumido um papel de relevo na angariação de apoio após o tsunami no Oceano Índico, em 2004.

Nessa altura, lembra, mais de 13 mil milhões de dólares foram doados, não apenas para reconstrução, mas para ajudar na prevenção de futuros desastres.
Fonte: Notícias do Norte (NN) 
http://noticiasdonorte.publ.cv/26466/desastres-naturais-geraram-mais-deslocados-que-guerras/

terça-feira, 16 de setembro de 2014

LÍBIA: MAIS DE CEM MORTOS NUM NAUFRÁGIO

Uma embarcação de madeira com 170 imigrantes que tentavam alcançar as costas europeias naufragou ao largo da Líbia. Apenas 17 dos passageiros foram resgatados pela guarda costeira.

O barco navegava ao largo de Qarabouli, a Leste de Trípoli – um local muito usado pelos traficantes de seres humanos para tentar passar imigrantes ilegalmente de África para a Europa.



Fonte: TAP, 15 de Setembro 2014


terça-feira, 9 de setembro de 2014

VÍRUS ÉBOLA CONTINUA A MATAR PRINCIPALMENTE NA LIBÉRIA

O vírus ébola já terá matado mais de duas mil e cem pessoas, na África Ocidental. A Organização Mundial de Saúde diz que este número corresponde a casos confirmados, prováveis ou suspeitos. A Libéria é o país mais afectado, com mais de um milhar de mortos, nos últimos seis meses. A OMS diz que, nas próximas três semanas, haverá, no país, milhares de novos casos, já que os métodos  que estão a ser utilizados, para tratar a epidemia, não estão a ter efeito e a propagação do vírus é inevitável. Um dos problemas é o facto de não haver camas suficientes para todos os pacientes e estes acabarem por regressar a casa, infectando todos à sua volta.
Em Margibi, o Programa alimentar Mundial, está a apoiar milhares de pessoas afectadas pelo surto. Mas, sem dinheiro - o PAM precisa, urgentemente, de 70 milhões de dólares - a missão fica comprometida.

Fonte: Euronews, 09 de Setembro 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

JAPÃO | DESLIZAMENTOS DE TERRA DEIXAM MORTOS E DESAPARECIDOS NO JAPÃO

Ao menos 36 pessoas morreram, dentre elas duas crianças e uma idosa. Primeiro-ministro japonês interrompeu as férias para tratar do caso.

20/08/2014 01h26 - Atualizado em 20/08/2014 08h52 | Do G1, em São Paulo
France Presse




















Imagem aérea mostra danos causados por deslizamento de terra em Hiroshima, no Japão (Foto: Jiji Press/AFP)

As fortes chuvas que atingiram nesta quarta-feira (18) Hiroshima, no sudoeste do Japão, deixaram 36 mortos e sete desaparecidos, informaram as autoridades japonesas. A Agência Meteorológica japonesa (JMA) declarou o alerta para precipitações para esta região montanhosa, que teve o volume recorde de 243 milímetros nas últimas 24 horas, o que provocou inundações e deslocamentos de terra.

Os deslizamentos que surpreenderam os moradores durante a noite sepultaram casas em vários bairros em uma área de quase 20 quilômetros. "São chuvas fora do comum e um desastre de grande magnitude. Existe mais risco de mais tempestades", afirmou o primeiro-ministro Shinzo Abe, que interrompeu as férias.

"Ordenei o reforço das operações de emergência. Serão enviados centenas de soldados das forças de autodefesa", completou.

A polícia e os bombeiros receberam 20 alertas de pessoas soterradas ou arrastadas pelas cheias de canais e rios, segundo a agência "Kyodo". Entre as vítimas mortais estava uma criança de dois anos que ficou soterrada na zona rural, assim como um idoso de 77 anos que foi arrastado pela água perto da cidade de Hiroshima, onde o rio Nenotanigawa (afluente do Ota) registrou cheias.

Um bombeiro que participava das operações de resgate também morreu, segundo a emissora estatal "NHK". As autoridades locais aconselharam a saída imediata de 65 mil moradores de 26 mil imóveis nas áreas montanhosas mais afetadas pelas chuvas.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou o envio de "centenas de soldados" das Forças de Autodefesa para participar das operações de resgate, mais de 600 de acordo com a 'NHK'. A eles se somarão mais de 200 policiais da cidade de Osaka e de outras províncias próximas.

Abe interrompeu seu período de férias na prefeitura de Yamanashi (no centro do país) para coordenar as operações e deu instruções para serem feitos 'todos os esforços', em coletiva de imprensa.

O primeiro-ministro do Japão enviou suas condolências aos familiares das vítimas e desaparecidos, e afirmou que 'assim que a situação permitir' o presidente da Comissão de Segurança Nacional e responsável pela gestão de desastres, Keiji Furuya, viajará para a região.

A televisão japonesa mostrou imagens de casas derrubadas pelos deslocamentos de terra e de barro, carros enterrados em escombros ou tombados pelas inundações, ruas alagadas e campos agrícolas arrasados.

A grande quantidade de vítimas e de danos materiais se deve à intensidade das chuvas combinada com o tipo de terreno desta região, e por causa.

Ao menos 32 pessoas morreram, dentre elas crianças e uma idosa (Foto: Shingo Nishizume/Kyodo

FONTE: G1, São Paulo
(http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/deslizamentos-de-terra-deixa-mortos-em-hiroshima-no-japao.html) 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

GUINÉ-BISSAU | VAI ENCERRAR AS FRONTEIRAS COM A GUINÉ-CONACRI DEVIDO AO ÉBOLA

A Guiné-Bissau vai encerrar as fronteiras com a Guiné-Conacri devido ao surto de Ébola neste país. Esta é uma das medidas do programa de emergência sanitária face ao surto anunciado esta terça-feira pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu luz verde para o uso de terapias e vacinas não testadas em seres humanos contra a doença.


“Os ministérios da Defesa e do Interior têm instruções para tomar as medidas necessárias para efectivar o encerramento de fronteiras”, anunciou Domingos Simões Pereira em conferência de imprensa, citado pela Lusa. A Guiné-Bissau está entre o Senegal, a Norte, e a Guiné-Conacri, a Sul. A medida também terá em conta as zonas de passagem entre os dois países.
 
Segundo Domingos Simões Pereira não há nenhum caso suspeito na Guiné-Bissau. Mas os últimos dados da OMS mostram que a epidemia, que afecta também a Libéria, a Serra Leoa e a Nigéria, continua a aumentar: já infectou 1848 pessoas e matou 1013.
 
Também esta terça-feira, a OMS admitiu o uso de terapias e vacinas experimentais para o combate ao ébola. Dada a dimensão do surto e não havendo tratamentos legais, o painel de ética da OMS que se reuniu na segunda-feira “chegou a um consenso de que é ético oferecer intervenções que ainda não foram comprovadas com eficácia e efeitos adversos desconhecidos, como um potencial tratamento ou prevenção” do ébola, lê-se numa declaração.
 
A OMS definiu ainda critérios para o uso destes tratamentos como a “transparência sobre todos os aspectos de cuidado [médico], o consentimento informado, a liberdade de escolha, a confidencialidade, o respeito pela pessoa, a preservação da dignidade e o envolvimento da comunidade”.
 
Mas a mudança não será, para já, uma resposta definitiva. O stock do único tratamento para já administrado a três pessoas, o ZMapp, é mínimo. “Têm menos de uma dúzia de doses”, disse Fadéla Chaib, porta-voz da OMS, citada pela Reuters. A empresa que produz este soro, a norte-americana Mapp Biopharmaceutical, disse também que já tinha esgotado as doses.
 
O ZMapp ainda só foi administrado a dois norte-americanos, que contraíram a doença na Libéria, e a um padre espanhol que morreu ontem. Nancy Writebol, missionária de 60 anos, e Kent Brantly, médico de 33 anos, foram repatriados para Atlanta, nos EUA, e o seu estado de saúde está a melhorar, segundo a AFP. No entanto, sem ensaios clínicos em humanos, não se sabe a real eficácia do medicamento.
 
A presidência da Libéria anunciou que vai receber algumas doses do soro experimental. Segundo Lewis Brown, ministro da Libéria, dois médicos deram o consentimento para receberem o ZMapp, avança a Reuters. A presidência liberiana disse ainda num comunicado que o envio do soro foi aprovado pela Casa Branca e a FDA (a agência que controla os medicamentos nos EUA). Mas um responsável do Departamento de Saúde norte-americano assegurou à Reuters que Washington se limitou a mediar os contactos entre o Governo liberiano e a Mapp Biopharmaceutical.
 
Além da Mapp Biopharmaceutical, há outros potenciais tratamentos a serem desenvolvidos por outras empresas. A farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline quer também iniciar os ensaios clínicos de uma vacina contra o ébola já em Setembro, juntamente com o Instituto Nacional das Alergias e Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos. Para isso, terão de receber o aval da FDA. A vacina introduz um vírus com dois genes do ébola. Segundo o instituto, “este vírus não se replica nas células”, mas as proteínas do ébola são expressas e o sistema imunitário pode criar uma resposta imunitária. “A vacina mostrou ser promissora quando foi testada num modelo primata”, lê-se no site do instituto. Se tudo correr bem, poderá ser aplicada já em 2015.
 
Fonte: Notícias do Norte