quinta-feira, 14 de agosto de 2014

GUINÉ-BISSAU | VAI ENCERRAR AS FRONTEIRAS COM A GUINÉ-CONACRI DEVIDO AO ÉBOLA

A Guiné-Bissau vai encerrar as fronteiras com a Guiné-Conacri devido ao surto de Ébola neste país. Esta é uma das medidas do programa de emergência sanitária face ao surto anunciado esta terça-feira pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu luz verde para o uso de terapias e vacinas não testadas em seres humanos contra a doença.


“Os ministérios da Defesa e do Interior têm instruções para tomar as medidas necessárias para efectivar o encerramento de fronteiras”, anunciou Domingos Simões Pereira em conferência de imprensa, citado pela Lusa. A Guiné-Bissau está entre o Senegal, a Norte, e a Guiné-Conacri, a Sul. A medida também terá em conta as zonas de passagem entre os dois países.
 
Segundo Domingos Simões Pereira não há nenhum caso suspeito na Guiné-Bissau. Mas os últimos dados da OMS mostram que a epidemia, que afecta também a Libéria, a Serra Leoa e a Nigéria, continua a aumentar: já infectou 1848 pessoas e matou 1013.
 
Também esta terça-feira, a OMS admitiu o uso de terapias e vacinas experimentais para o combate ao ébola. Dada a dimensão do surto e não havendo tratamentos legais, o painel de ética da OMS que se reuniu na segunda-feira “chegou a um consenso de que é ético oferecer intervenções que ainda não foram comprovadas com eficácia e efeitos adversos desconhecidos, como um potencial tratamento ou prevenção” do ébola, lê-se numa declaração.
 
A OMS definiu ainda critérios para o uso destes tratamentos como a “transparência sobre todos os aspectos de cuidado [médico], o consentimento informado, a liberdade de escolha, a confidencialidade, o respeito pela pessoa, a preservação da dignidade e o envolvimento da comunidade”.
 
Mas a mudança não será, para já, uma resposta definitiva. O stock do único tratamento para já administrado a três pessoas, o ZMapp, é mínimo. “Têm menos de uma dúzia de doses”, disse Fadéla Chaib, porta-voz da OMS, citada pela Reuters. A empresa que produz este soro, a norte-americana Mapp Biopharmaceutical, disse também que já tinha esgotado as doses.
 
O ZMapp ainda só foi administrado a dois norte-americanos, que contraíram a doença na Libéria, e a um padre espanhol que morreu ontem. Nancy Writebol, missionária de 60 anos, e Kent Brantly, médico de 33 anos, foram repatriados para Atlanta, nos EUA, e o seu estado de saúde está a melhorar, segundo a AFP. No entanto, sem ensaios clínicos em humanos, não se sabe a real eficácia do medicamento.
 
A presidência da Libéria anunciou que vai receber algumas doses do soro experimental. Segundo Lewis Brown, ministro da Libéria, dois médicos deram o consentimento para receberem o ZMapp, avança a Reuters. A presidência liberiana disse ainda num comunicado que o envio do soro foi aprovado pela Casa Branca e a FDA (a agência que controla os medicamentos nos EUA). Mas um responsável do Departamento de Saúde norte-americano assegurou à Reuters que Washington se limitou a mediar os contactos entre o Governo liberiano e a Mapp Biopharmaceutical.
 
Além da Mapp Biopharmaceutical, há outros potenciais tratamentos a serem desenvolvidos por outras empresas. A farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline quer também iniciar os ensaios clínicos de uma vacina contra o ébola já em Setembro, juntamente com o Instituto Nacional das Alergias e Doenças Infecciosas, dos Estados Unidos. Para isso, terão de receber o aval da FDA. A vacina introduz um vírus com dois genes do ébola. Segundo o instituto, “este vírus não se replica nas células”, mas as proteínas do ébola são expressas e o sistema imunitário pode criar uma resposta imunitária. “A vacina mostrou ser promissora quando foi testada num modelo primata”, lê-se no site do instituto. Se tudo correr bem, poderá ser aplicada já em 2015.
 
Fonte: Notícias do Norte

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

OMS DECLARA EPIDEMIA DE ÉBOLA "EMERGÊNCIA INTERNACIONAL” E PEDE AJUDA

Em Portugal, a Direcção-Geral de Saúde divulga esta tarde medidas concertadas com a Europa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que já estavam reunidas as condições para declarar a epidemia de ébola uma "emergência de saúde pública de carácter mundial". E foi o que fez nesta sexta-feira, depois de uma reunião de dois dias. Além disso, é preciso mobilizar todos os países no combate à doença. A directora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu à comunidade internacional que ajude os países afectados a combater a epidemia de ébola, que é a pior em quatro décadas.
 
A OMS considera que as possíveis consequências da propagação internacional do vírus são “particularmente graves”. Registada na África Ocidental, a epidemia já matou, em cinco meses, desde Março, 932 pessoas e infectou mais de 1700. A comissão de emergência da OMS, que esteve reunida durante dois dias — nesta quarta e quinta-feira em Genebra —, não teve dúvidas e foi "unânime ao considerar verificarem-se as condições de uma emergência de saúde pública de carácter mundial".
 
Em conferência de imprensa, Margaret Chan lembrou que os países da África Ocidental mais atingidos pela epidemia — Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria — "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e, por isso, pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".
 
A mesma comissão insistiu ser necessário que os diferentes países se coordenem para travar a epidemia: "Uma resposta internacional coordenada é essencial para travar e fazer recuar a propagação mundial" do vírus do ébola. Apesar de não ter imposto restrições às viagens e ao comércio internacionais, a comissão considera que “os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ébola” e para facilitar o transporte dos seus cidadãos, especialmente os profissionais de saúde que foram expostos ao vírus.
 
A directora-adjunta da Direcção-Geral da Saúde já disse à agência Lusa que vai divulgar na tarde desta sexta-feira uma posição concertada com os parceiros da Europa sobre esta declaração de estado de emergência mundial de saúde pública. “Estamos a concertar posições com os países que são nossos parceiros europeus, estamos a analisar bem o documento [divulgado na manhã desta sexta-feira pela OMS] e iremos emitir um comunicado às 16h”, garantiu Graça Freitas, escusando-se, para já, a adiantar que medidas poderão ser tomadas por Portugal ou pela Europa. A directora adjunta da DGS referiu apenas que os responsáveis da direcção-geral estiveram “nos últimos dois dias em audioconferência com os parceiros europeus” para concertar uma posição.
 
O vírus do ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não foi ainda produzida uma vacina contra a doença. com Lusa
Fonte: PÚBLICO

LIBÉRIA | DECRETA ESTADO DE EMERGÊNCIA POR CAUSA DO ÉBOLA

Organização Mundial de Saúde encara anúncio de crise de saúde pública internacional. Propagação do vírus na Nigéria, país mais populoso de África, é a principal preocupação.

O Governo da Libéria decretou um estado de emergência de 90 dias por causa do risco de epidemia de ébola, e mobilizou o Exército para travar o êxodo descontrolado de populações rurais para a capital, Monrovia, com mais de um milhão de habitantes.
 
Ao lado, na Serra Leoa, onde o estado de emergência já leva uma semana, foi posta em marcha a “Operação Polvo”, cujo objectivo é garantir o isolamento dos doentes com ébola.
 
O número de casos fatais de ébola já ascende quase a um milhar, desde o início do ano, com mais de 1700 infectados com o vírus. A epidemia concentra-se na Guiné Conacri, Libera e Serra Leoa — é nestes dois últimos países que se encontram cerca de 60% dos doentes — mas novos casos foram identificados noutros países da região. A grande preocupação agora tem a ver com a possível propagação do vírus à Nigéria, o país mais populoso do continente africano e onde já foram confirmadas sete infecções.
 
As últimas vitimas do vírus foram uma enfermeira da Nigéria, um empresário da Arábia Saudita. Um padre espanhol de 75 anos, que se encontrava em missão na Libéria, onde contraiu o vírus, foi já repatriado para Madrid, juntamente com uma freira que não deverá estar infectada. O padre Miguel Pajares está num estado extremamente debilitado mas os médicos do hospital Carlos III já terão conseguido estabilizá-lo e estancar as hemorragias.
 
O contágio com ébola é feito através do contacto directo com fluidos e secreções corporais de pessoas doentes — o vírus provoca uma febre hemorrágica que leva à falência dos órgãos.
 
Até agora, nenhum tratamento ou cura foi cientificamente testada: uma droga experimental e que não foi ainda submetida a ensaios clínicos, foi usada a título excepcional em dois profissionais médicos norte-americanos que foram infectados com o vírus na Libéria. Os pacientes exibiram melhorias no seu estado, mas o recurso à droga tem levantado controvérsia a nível internacional. Vários países, nomeadamente a Nigéria, solicitaram que a terapia inovadora fosse disponibilizada, mas como esclareceu o Centro para o Controlo de doenças dos Estados Unidos, isso não vai acontecer. “O produto ainda está em fase experimental, e o fabricante já disse que só existe uma quantidade muito reduzida, que não pode ser vendida”, lia-se num comunicado daquele organismo.
 
A Organização Mundial de Saúde reuniu em sessão extraordinária, e deverá decidir esta sexta-feira pela declaração de uma crise de saúde pública e emergência médica internacional.
 
As medidas de emergência tomadas pela Libéria foram justificadas pela Presidente Ellen Johnson Sirleaf como precauções fundamentais para a “protecção das populações e a sobrevivência do Estado”. “A escala e abrangência da epidemia, bem como a virulência e mortalidade do vírus, excedem a capacidade e a responsabilidade dos diversos ministérios e agências governamentais”, reconheceu.
 
Durante o prazo estabelecido, as escolas e os serviços públicos que não sejam considerados vitais permaneceram encerrados, e as movimentações serão condicionadas no país, sobretudo nas províncias mais afectadas pela epidemia. Segundo as agências internacionais, muitas famílias estão a esconder doentes, enquanto outros estarão a ser abandonados em estradas, fora das localidades.

“Infelizmente, a ignorância, pobreza e as práticas culturais e religiosas tradicionais continuam a exacerbar a propagação da doença”, lamentou Ellen Johnson Sirleaf.
 
Fonte: PÚBLICO

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CHINA | SISMO CAUSA MAIS DE 380 MORTOS

Na China, equipas de socorro continuam a busca de sobreviventes do sismo de magnitude 6,1 sentido domingo nas regiões montanhosas do sudoeste do país e que provocou mais de 380 mortos.
Números recentes das autoridades chinesas referem também cerca de dois mil feridos e mais de 40.000 casas danificadas ou totalmente destruídas. Mais de 7.000 pessoas, incluindo 5.000 soldados, estão empenhadas nas operações de busca e salvamento. O sismo ocorreu às 16:30 locais no nordeste da província de Yunnan, com o epicentro situado a uma profundidade de aproximadamente dez quilómetros. A região montanhosa entre as províncias de Yunnan, Sichuan e Guizhou, é de difícil acesso e já registou graves episódios sísmicos nos últimos decénios.
 Fonte: Euronews, 04 de Agosto de 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

PORTUGAL | MAIS DE 50 BOMBEIROS COMBATEM FOGO EM AVEIRO HÁ QUASE 10 HORAS

Os 55 bombeiros contam com o apoio de 16 veículos operacionais no combate a este incêndio. Mais de 50 bombeiros combatem actualmente um incêndio florestal junto à localidade de Arriais, distrito de Aveiro, de acordo com informação disponível na página da Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).  De acordo com a ANPC, o fogo, com uma frente activa, terá começado por volta das 22h15 em Arriais, concelho de Arouca, mobiliza 55 bombeiros, apoiados por 16 veículos. A mesma entidade adianta que na segunda-feira foram registados 45 incêndios, combatidos por quase mil operacionais em campo e apoiados por 233 veículos. Esta terça-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que 11 concelhos dos distritos de Castelo Branco, Santarém, Guarda e Viseu apresentam risco máximo de incêndio.Em causa estão os concelhos de Oleiros (Castelo Branco), Mação (Santarém), Sabugal, Guarda, Celorico da Beira, Gouveia, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Trancoso (Guarda), Sernancelhe e Moimenta da Beira (Viseu).
Fonte: Sapo, 29 de Junho de 2014