terça-feira, 8 de julho de 2014

Furacão nos Estados Unidos e inundações na Argentina

Especialistas do Observatório de Saúde e Mudança Climática da Espanha destacam que “nos últimos 50 anos, a frequência dos desastres naturais no mundo relacionados com a meteorologia foi mais que triplicada e as projeções indicam que continuarão aumentando”. Nesta semana, um furacão de nível 2 e uma enorme inundação deixaram sua marca de morte e destruição em países do norte e do sul. Nos Estados Unidos foram suspensas algumas celebrações do dia da independência devido à chegada do furacão Arthur, enquanto na Argentina duas pessoas morreram e outras 13 mil foram evacuadas em virtude das chuvas intensas que afetaram o país.
A natureza descarregou sua fúria no sul do continente. Copiosas chuvas aumentaram o volume dos rios Paraguai, Iguaçú e Uruguai, causando inundações nas províncias de Misiones, Formosa e Corrientes. As autoridades locais informaram que duas pessoas perderam a vida na localidade de Formosa, enquanto em Corrientes o rio Uruguai aumentou seu volume em quase três metros, obrigando milhares de pessoas a abandonarem suas casas. Em toda a região foram registradas quase mil e quinhentas casas destruídas pelas inundações.
O chefe de gabinete da Argentina, Jorge Capitanich, visitou as zonas mais afetadas pelas inundações e anunciou que seriam realizados vários programas para ajudar às famílias em centros de evacuação a procurarem assistência alimentar e a solicitarem ajuda econômica para a reconstrução de moradias.
Calcula-se que o prejuízo relacionado aos danos materiais na província de Misiones estaria em torno dos 60 milhões de dólares, de acordo com a informação fornecida pelas autoridades.
Furacão à vista
Nos Estados Unidos, o furacão Arthur tocou a terra na Carolina do Norte na madrugada de 4 de julho, arruinando as celebrações do dia da independência nessa região. Com ventos de 160 Km/h e avançando a uma velocidade de 30 Km/h na direção noroeste, o furacão Arthur causou inundações, blecautes e danos em algumas casas deste Estado. Calcula-se que 6.500 pessoas ficaram sem energia, enquanto onze condados declararam estado de emergência.
Com a chegada do furacão Arthur inicia-se a temporada de furacões do Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro. O Centro Nacional de Furacões (NHC, por suas siglas em inglês) informou que o furacão alcançou o nível 2 na escala Saffir-Simpson (que alcança um máximo de 5) ao chegar à costa dos Estados Unidos, mas se enfraqueceria durante o fim de semana, transformando-se em um ciclone pós-tropical no sábado.
De acordo com a informação fornecida pelo jornal Universal do México, neste ano é esperada a formação de 23 ciclones, 14 no Oceano Pacífico e 9 no Atlântico, Golfo do México e Mar do Caribe. Estima-se que 13 desses fenômenos naturais se manifestarão como furacões e 10 como tormentas tropicais.
Fontes:
 
 

O “aquecimento global” significa que todo o planeta será aquecido?


O portal do clima da agência NOAA dos Estados Unidos produziu um artigo no qual explica como o aquecimento global afetaria em diferentes níveis todas as regiões do planeta. Os cientistas da NOAA são enfáticos: “não, o ‘aquecimento global’ significa que a temperatura anual média do ar está aumentando no planeta, mas não necessariamente em todas as regiões do globo, em todas as estações, em toda a Terra. É como suas notas escolares, se em um semestre você obtém qualificações de B e C e no semestre seguinte muitas qualificações de A e C, sua nota média anual aumentará, mas isso não significa que suas qualificações aumentaram em todos os seus exames”.

Os investigadores explicam que o aquecimento não é uniforme em todo o planeta, porque a geografia é variável e os diferentes cenários, como desertos, camadas de gelo, lagos, oceanos, florestas, entre outros, conferem diferentes características ao clima local, portanto não é possível observar a tendência global apenas de acordo com um ponto do planeta.

A tendência global só pode ser calculada quando os cientistas tomam a média das temperaturas de todo o ano, e a seguir comparam a evolução desse valor ao longo do tempo. Somente assim é possível observar a tendência do planeta. Ao observar a figura de uma perspectiva mais ampla, é possível observar que a tendência na maior parte do planeta aponta para o aquecimento global.

Os relatórios indicam que cada década, desde 1960, foi mais quente que a anterior, e que as últimas três décadas foram as mais quentes registradas na história. Os cientistas explicam que, em relação ao tempo geológico, o aquecimento de 0,85ºC em um lapso de tempo tão curto, de apenas 100 anos, é uma mudança de temperatura muito grande, que ocorreu de forma incomum em comparação com o histórico do clima do planeta em milhões de anos.

Certamente, nem todos os pontos do planeta estão aquecendo no mesmo ritmo ou com a mesma intensidade. De acordo com os dados oferecidos pela NOAA, algumas partes do sudeste dos Estados Unidos têm observado pouca mudança ou inclusive uma tendência ao resfriamento da região desde inícios do século XX, enquanto outras partes do planeta esquentaram muito acima da média.

Fazendo uma análise global das temperaturas, levando em conta longos períodos de tempo, é possível ver que a tendência é forte e clara: o planeta está aquecendo. Somado ao aumento da temperatura, é evidente o aquecimento global ao observar a perda de gelo no mar, a mudança das geleiras, o aumento da temperatura do oceano, o aumento do nível do mar, as mudanças nos padrões migratórios dos animais e a redução nas populações de algumas espécies.


FONTE DESTA NOTÍCIA: http://blogs.funiber.org/pt/meio-ambiente/2014/05/13/o-aquecimento-global-significa-que-todo-o-planeta-sera-aquecido


Ferramentas para profissionais: o portal da mudança climática da Nasa

A Nasa desenvolveu um site completo com informações que serão muito úteis para os especialistas interessados em temas relacionados ao ambiente. Em seu portal Global Climate Change (http://climate.nasa.gov/) podem ser acessados de uma só vez dados muito relevantes como a taxa de redução do gelo do Ártico, as partes por milhão de CO2, a taxa de aumento anual do nível do mar, o nível de aumento da temperatura global e a quantidade de gelo continental que se perde a cada ano, expresso em bilhões de toneladas. O portal está dividido em seções como: indicadores-chave (com estatísticas), evidência da mudança climática, causas e efeitos, imagens, vídeos, ferramentas interativas, recursos para meteorologistas e pesquisadores e muito mais.
 
A secção "evidência" contém dados impactantes. Mostra-se claramente que, nos últimos 650 milhões de anos, a Terra não tinha ultrapassado as 300 partes por milhão (ppm) de CO2 até 1950, momento em que este gás se lança para fora do gráfico.
 
Além disso, são disponibilizados dados e estatísticas para analisar a evolução dos efeitos da mudança climática como: o aumento do nível do mar, o aumento global da temperatura, o aquecimento dos oceanos, a fragmentação dos blocos de gelo do Ártico, a redução da camada de gelo no Ártico, o recuo das geleiras, a acideficação dos oceanos e os eventos extremos.
 
A seção de animações multimídia possui ferramentas como o visualizador do gelo global, o visualizador dos níveis dos oceanos, a "máquina do tempo" e o ciclo da água, entre outras.
 
Além disso, são mostrados os dados de diversas organizações vinculadas à pesquisa sobre o ambiente com relação ao rápido aquecimento que ocorreu no planeta desde a década de 50.
 
Convidamos vocês a explorar as diversas seções deste interessante portal e navegar pelos quadros e estatísticas que lhe darão uma ampla visão sobre a evolução do aquecimento global.
 
Para os usuários de iPad (1), a Nasa também preparou um aplicativo que permite ver fotografias de todos os continentes em que podem ser vistos os efeitos da mudança climática. Infelizmente, não há um aplicativo similar para o Android. No entanto, todos os usuários de computador poderão observar as mudanças no planeta através do site http://climate.nasa.gov/state_of_flux
 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

AVIÃO DE CARGA CAI SOBRE PRÉDIO COMERCIAL EM NAIRÓBI

Um avião de carga caiu nesta quarta-feira sobre um prédio comercial logo após decolar do principal aeroporto de Nairóbi, o mais movimentado do leste da África, informaram as autoridades aéreas.
"Um Fokker 50 de carga com quatro pessoas a bordo caiu na manhã desta quarta-feira sobre um prédio comercial", logo após decolar do aeroporto Internacional de Nairóbi Jomo Kenyatta (JKIA), revelaram as autoridades aeroportuárias do Quênia. Até ao momento não há informação sobre vítimas, mas fontes policiais acreditam que os quatro membros da tripulação morreram no acidente.
A polícia também não soube informar se no prédio atingido havia gente trabalhando no momento do acidente, que ocorreu logo após o amanhecer.
A zona da queda, situada nos arredores do aeroporto, abriga prédios de escritórios e imóveis industriais geralmente vazios no horário em que ocorreu o acidente.
A cruz Vermelha do Quênia revelou que o prédio está situado próximo a um centro de treinamento de uma unidade paramilitar. 

Fonte: Sapo Notícias Cabo Verde, 02 de Julho 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

TORNADOS GÉMEOS FAZEM UM MORTO E 16 FERIDOS NO NEBRASKA


Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na segunda-feira quando dois "tornados gémeos" atingiram a cidade de Pilger, no estado norte-.americano do Nebraska.

Os dois tornados atingiram terra separados por cera de 1,5 quilómetros de distância.
Os residentes foram evacuados após vários edifícios serem apanhados no centro de um dos tornados.
Cerca de metade da cidade sofreu graves danos e várias quintas nos arredores foram destruídas.
Segundo os cientistas, os tornados apresentavam ventos na ordem dos 260 Km/h.


Fonte: Diário digital,17/06/2014